O Lucro Presumido sempre foi o porto seguro de médias empresas pela sua previsibilidade. No entanto, o exercício de 2026 marca o início de uma transição onde a “presunção” pode se tornar uma armadilha financeira se não houver um monitoramento técnico rigoroso.
O Impacto do IVA Dual no Fluxo de Caixa A grande mudança não reside apenas nas alíquotas nominais, mas no mecanismo de arrecadação. Com a entrada gradual do IBS e da CBS, o sistema de Split Payment altera a liquidez imediata das empresas. O imposto deixa de ser uma obrigação de “final de mês” para se tornar uma retenção instantânea no ato do pagamento. Para empresas de serviços que operam com margens de lucro reais abaixo dos 32% estipulados pela presunção legal, o custo de oportunidade desse capital retido pode inviabilizar a operação.
A Necessidade do Comparativo Real Em 2026, o planejamento tributário deixa de ser um evento anual e passa a ser uma auditoria trimestral. É imperativo simular:
- A Eficiência do Lucro Real: Onde o imposto incide sobre o que a empresa realmente lucrou, permitindo o abatimento de despesas operacionais e prejuízos.
- O Custo da Conformidade: A complexidade das novas obrigações acessórias exige que o sistema de gestão (ERP) esteja 100% integrado ao fisco para evitar bitributação.
O Lucro Presumido ainda tem seu espaço, mas a sua manutenção exige uma validação técnica que comprove que a simplicidade do regime não está custando a rentabilidade do negócio.
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